quarta-feira, 18 de julho de 2007

Parnasianismo - generalidades

  • Idéias difundidas no Brasil desde 1870;
  • Primeira publicação: Fanfarras (1882) - Teófilo Dias;
  • Papel de implantação e consolidação do movimento: Alberto de Oliveira ( o ortodoxo e uma espécie de líder); Raimundo Correia ( reflexões e influências de Schopenhauer), OlavoBilac ( o ourives da palavra), Vicente de Carvalho e Francisca Júlia.
  • Considera-se, em Bilac, a preocupação didática expressa em metapoemas como "A um poeta".

sábado, 14 de julho de 2007

Cecília Meireles - 1901-1964


Principal voz da poesia modernista brasileira; poeta(-isa) e professora viveu sempre
preocupada com a educação de crianças, dedicou-se, ainda, ao jornalismo colaborando
com os principais órgãos da imprensa carioca. Primeiro livro de poemas: Espectros (1919).
Liberdade - essa palavra
que o sonho humano alimenta;
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!
(Romanceiro da Inconfidência, 1953)


Sentenças Latinas:

Repetita iuvant - a repetição é útil - lema pedagógico; é bom repetir aquilo que se deseja que os outros aprendam ou entendam.Horácio: Ars poética.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Galego-português ou Português arcaico

A língua portuguesa arcaica, ou seja, o nosso romanço, apresentava diferenças estruturais significativas; nessa seção incluiremos alguns comentários de natureza filológica, objetivando facilitar a leitura de textos medievais portugueses. Observemos as primeiras. Grato, VC.

A - artigo def. - do latim illa > la . a ; o masc. de illu > lo > o.
Al - pron. indef. do latim alid < aliud; outra coisa, outra razão.
Alongado - longe; distante.
Ante - prep. latim inter > enter > entre.
Aquel - pron. de eccu + ille; forma reduzida por uma questão métrica; o mesmo que el de ele, val de vale etc.
assi - assim do latim ad + sic > assi ~assy > assim por nasalização.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Indicação de obra - leitura nas férias!!
Clarice Lispector - Onde estivestes de noite (contos)
Francisco Alves Editora.
Obra múltipla em que a mulher Clarice se desvenda nos mistérios e destroços da sua personalidade ímpar. Contos indicados: "Onde estivestes de noite"; "O relatório da coisa"; "Tempestades de almas".

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Gozo Insatisfeito
Augusto dos Anjos
Entre o gozo que aspiro, e o sofrimento
De minha mocidade, experimento
O mais profundo e abalador atrito...
Queimam-me o peito cáusticos de fogo,
Esta ânsia de absoluto desafogo
Abrange todo o círculo infinito.

Na ansiedade desse gozo falho
Busco no desespero do trabalho,
Sem um domingo ao menos de repouso,
Fazer parar a máquina do instinto,
Mas, quanto mais desespero, sinto
A insaciabilidade desse gozo!

Augusto dos Anjos

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914)

O autor do Eu era um caso realmente curioso, quase dizia, singular, na literatura brasileira.
Senhor de uma cultura científica superior à sua idade e ao meio em que estudou; sabendo versificar com elegância e brilho; possuindo uma alma verdadeira de poeta e de idealista; era um monista convencido, pelo menos no princípio da sua vida. Via-se que a literatura demasiada de Haeckel e Spencer deixara-lhe um sulco profundo na inteligência.
No mundo ele via sempre as combinações cósmicas, as alianças elementares, as convulsões sísmicas, as revoluções telúricas e siderais, o amálgama de todas as forças latentes do Universo.
(Hermes Fontes)

Quem sou eu

Professor da UECE (adjunto) e do CMF (titular); especialista em literatura luso-brasileira (UFC) e mestre em literatura (UFC)

Saudação

Bem-vindos ao mundo da Literatura!!
Participaremos experiências no campo da arte das palavras.
Saudações,
VC
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