sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Delacroix 1830


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Mulher romântica - idealização

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Literariedade: sim ou não?

“Literatura é a linguagem carregada de significado” (Ezra Pound)

“Não é ofício do poeta narrar o que aconteceu, é sim, representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa (pois bem que poderiam ser postas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixariam de ser história, se fossem em verso o que eram em prosa); diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder.” (Aristóteles - Poética)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Cláudio Manuel da Costa( 1729-1789).

XIV
Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.

Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!

Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.

Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Florbela Espanca - poetisa portuguesa

Amar!Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Manuel Bandeira (1886-1968)

No poema (fragmento abaixo) de Carnaval observamos a dicotomia amor/morte, uma relação dionisíaca com a vida.

Bacanal
Manuel Bandeira
"Quero beber! Cantar asneiras
No esto brutal das bebedeiras
Que tudo emborca e faz em caco...
Evoé Baco!
Lá se me parte a alma levada
No torvelim da mascarada
A gargalhar em doudo assomo...
Evoé Momo!"

Carnaval

Carnaval – do it. carnevale – uma das festas profanas iniciadas a partir do Dia de Reis (Epifania). Homenagem a Baco (Momo) o Deus do vinho. Originariamente o entrudo (do lat. introitu) festa que consistia em lançar nos outros água, vinho, farinha, ovos etc, ou seja, brincadeiras sem intenção de ofender.

Quem sou eu

Professor da UECE (adjunto) e do CMF (titular); especialista em literatura luso-brasileira (UFC) e mestre em literatura (UFC)

Saudação

Bem-vindos ao mundo da Literatura!!
Participaremos experiências no campo da arte das palavras.
Saudações,
VC
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