sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Fernando Pessoa (1888-1935)


O tejo é mais belo
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
[...]
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

(*) Mesmo mais modestas as nossas coisas são as nossas coisas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Notícia

A escassez de palavras proparoxítonas já raras no português arcaico também foram evitadas no latim; um exemplo; mulíere (cl.) > muliére (vulg.) > mulher. A mulher proparoxítona deu lugar como em muitos outros casos à forma paroxítona (vulg.), mais agradável ao ouvido lingüístico que se formava. Resultado: a língua, hoje, é paroxitonal.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Estudo de texto medieval

Cantiga: Per ribeira do rio
Tipologia: cantiga de amigo
Autor: João Zorro
Per ribeira do rio
vi remar o navio
e sabor hei da ribeira.
Per ribeira do alto
vi remar o barco
e sabor hei da ribeira.
Vi remar o navio:
i vai o meu amigo
e sabor hei da ribeira.
I vai o meu amado,
quer-me levar de grado
e sabor hei da ribeira.
Glossário:
1) Per: per + lo > perlo > pelo - preposição arcaica;
2) Ribeira: ripa > riba + -eiro(a) - a parte elevada do vale. Aves de arribação;
3) E sabor hei: estou contente;
4) I: ibi > ii > i - ali, neste lugar, naquele local etc;
5) De grado: de boa vontade.
(in: Filologia notas - Victor Cintra)
Tarefa: faça uma versão atual do texto.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Guimarães Rosa (1908-1967)

Privilegiado escritor cuja técnica narrativa e linguagem original muda a literatura regionalista de forma definitiva. Recria a fala do sertanejo no plano lexical e sintático, experiência única até então. Pesquisas e anotações exaustivas premiaram o novo cenário lingüístico-literário do país.

Trovadorismo

Cantiga de Amigo:
  • Eu lírico feminino ( lamento );
  • Presença de paralelismos ( repetição parcial ou total de versos);
  • Amor espontâneo;
  • Popular;
  • Tradição oral ibérica (autóctone).

Cantiga de Amor:

  • Eu lírico masculino (sofrimento do amor não correspondido);
  • Amor cortês;
  • Ambiente aristocrático (palaciano);
  • Origem provençal.

Quem sou eu

Professor da UECE (adjunto) e do CMF (titular); especialista em literatura luso-brasileira (UFC) e mestre em literatura (UFC)

Saudação

Bem-vindos ao mundo da Literatura!!
Participaremos experiências no campo da arte das palavras.
Saudações,
VC
Powered By Blogger