domingo, 6 de janeiro de 2008

Cartas chilenas (1787-1788)

As Cartas chilenas na realidade são um poema satírico que circulou pela cidade de Vila Rica na época da Inconfidência. Após algumas suspeitas o especialista português Rodrigues Lapa atribui a autoria a Tomás Antônio Gonzaga. Satirizavam os desmandos administrativos de Luís da Cunha Meneses governador da capitania de Minas. Seguem padrão semelhante ao proposto por Gregório de Matos Guerra, o Boca do Inferno. Aliás, desmandos esses até hoje observados e, igualmente, pouco denunciados ou percebidos pela população.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Sentenças Latinas

Per aspera ad astra - Pelas asperezas às estrelas - somente através das dificuldades o homem pode alcançar resultados elevados.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Marin Sorescu - Romênia

A Concha
Marin Sorescu (tradução de Luciano Maia)
Escondi-me numa concha, no fundo do mar,
mas esqueci-me qual.
Cotidianamente desço às profundezas
e côo o mar por entre os dedos
a ver se dou por mim.
Às vezes penso
que fui comido por um peixe gigante
e eu o procuro por toda a parte
para o ajudar a engolir-me por completo.
O fundo do mar me atrai e me espanta,
com os seus milhões de conchas
semelhantes.
Ó gente, eu estou numa delas
mas não sei em qual.
Quantas vezes fui diretamente a uma concha
dizendo:"Este sou eu".
Quando abria a concha
estava vazia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Português arcaico

Para indeterminação do sujeito o português arcaico (galego-português) utilizava o substantivo home ou homem com o mesmo propósito que se usa hoje a palavra se (francês: on).

Manuel Bandeira (1886-1968)

Poema do Beco

Que importa a paisagem, a Glória, a baía,

[a linha do horizonte?

- O que eu vejo é o beco.

(in: Estrela da vida inteira)


(*) Na relação formal dos movimentos o poema apresenta a visão aberta para o mar e o horizonte; no momento seguinte o estreitamento dessa visão:o beco!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Notícias

O tema proposto na máxima latina carpe diem observa-se em toda a literatura de orientação clássica. Seria uma espécie de convite às mulheres para aproveitarem o dia, colherem o dia, numa alegoria metafórica destacando o fato de ser a vida e a beleza breves, efêmeras.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O cortiço - Aluísio Azevedo

17/12/2007

"Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas."(capítulo III)




Na obra O cortiço, Aluísio Azevedo apresenta-nos a animalização do ser humano, ou zoomorfização, e, ainda, cria um microcosmo personificativo. O cortiço funciona como uma personagem com vida própria e até vontades. Merece uma leitura observando esse aspecto. O excerto acima apenas ilustra essa nuança prosopopéica.

Quem sou eu

Professor da UECE (adjunto) e do CMF (titular); especialista em literatura luso-brasileira (UFC) e mestre em literatura (UFC)

Saudação

Bem-vindos ao mundo da Literatura!!
Participaremos experiências no campo da arte das palavras.
Saudações,
VC
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